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asa de papel com chá

Apago as estrelas, já tão amarrotadas pelo traço da ilusão e no caminho da solidão, visto um pijama céu de jasmim. A minha vida é um desenho diluído em chá. Bebes? 

30.8.06

15:36 - À espera de um ainda Agosto

fresh water tank. absurd lodow waniliowych. 2006.
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O vento apanhou-me desprevenida. As saias levantaram-se e alguém sorriu. Pensei fugir do ruborizado que me acendia o rosto, mas tropecei. Desequilibrei-me mais um pouco e por fim recompus-me, sempre na mesma direcção, na de uma espera silenciosa.

O cigarro apagou-se, e o fumo converte-se agora em chuva. Simples aguaceiros, diziam eles no telejornal. O rubor empalidece, e as mãos tremem. Seguro o saco das minhas memórias com muita força, não vá ele cair-me com o tremor, ou então desaparecer-me nesses instantes de indecisão.
Preciso dele. Preciso do seu peso para viver consoante a lei da gravidade. Se o solto torno-me um balão tonto, e parto, para de vermelho pintado, viajar por entre nuvens. E parto, e eu não posso, eu estou à espera. Do tempo que foge, ou do calor que não chega, eu estou à espera de mim. À espera de um ainda Agosto que se converte em nós na garganta ou em soluços no olhar. E ele soluça, soluça compulsivamente. E eu não posso, eu estou à espera. Do tempo que foge, ou do calor que não chega, eu estou à espera ainda de mim.

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