Henri Matisse. Red Fish and a Sculpture. 1911.
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Era um quarto, um quarto quase vazio, não fosse a presença adormecida dos amantes, não fosse o peixe que freneticamente rodopiando lembrava o amor. Havia nesse quarto um ténue reflexo da luz que se respirava e que a janela transpirava. Havia alcatifa, papel de parede, um candeeiro. Havia cheiros e aromas, fragrâncias tamanhas. Era um quarto quase vazio, não fosse a presença adormecida dos amantes que como borboletas, no segredo um do outro tinham pousado. Não falavam, não cantavam, não respiravam. Amimavam. Ele, cobria-lhe as costas com o seu peito desconcertante de amora madura e vestia-lhe os seios com as suas aveludadas mãos. Os seus pés eram adocicados e os seus olhos alilazados, tão imagináveis como o tamanho dos seus sonhos. Ela, murmurava os beijos que nos sonhos esquecidos sussurrava. A sua pele era de um imenso transparente onde ele se perdia e de um profundo rosáceo que tocava o céu. Era a sua pele, que tão ardilosamente, como que em segredo o pedia e continuamente o suplicava. (...)
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Era um quarto, um quarto quase vazio, não fosse a presença adormecida dos amantes, não fosse o peixe que freneticamente rodopiando lembrava o amor. Havia nesse quarto um ténue reflexo da luz que se respirava e que a janela transpirava. Havia alcatifa, papel de parede, um candeeiro. Havia cheiros e aromas, fragrâncias tamanhas. Era um quarto quase vazio, não fosse a presença adormecida dos amantes que como borboletas, no segredo um do outro tinham pousado. Não falavam, não cantavam, não respiravam. Amimavam. Ele, cobria-lhe as costas com o seu peito desconcertante de amora madura e vestia-lhe os seios com as suas aveludadas mãos. Os seus pés eram adocicados e os seus olhos alilazados, tão imagináveis como o tamanho dos seus sonhos. Ela, murmurava os beijos que nos sonhos esquecidos sussurrava. A sua pele era de um imenso transparente onde ele se perdia e de um profundo rosáceo que tocava o céu. Era a sua pele, que tão ardilosamente, como que em segredo o pedia e continuamente o suplicava. (...)
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2 colheres de açúcarcar:
Penso que será de índole pessoal, mas este texto traz-m á memória recordações lindas, de momentos inesquecíveis que tive.. Infelizmente só recordações.. Mas que as lembro com muito carinho e vontade de acontecerem outra vez.. Escreves um textos muito bonitos.. Continua ;P
Um grande beijinho
A imaginação será de índole pessoal? - questionou-se ela pensativa...